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Orçamento

UM NOVO NORMAL NO MERCADO DE EVENTOS

Uma pesquisa da Ubrafe em parceria com a consultoria NewSense demonstrou que, no ano passado, o impacto gerado em eventos de negócios no estado de São Paulo superou R$ 305 bilhões, o equivalente a 4,6% do PIB nacional. Os números revelavam um mercado em franco crescimento, mas a pandemia da Covid-19 impôs desafios inéditos para organizadores e promotores.

Segundo outro levantamento, produzido pelo Sebrae com 2,7 mil empresas de eventos de todo o país – 1,2 mil de São Paulo – 98% afirmaram ter sido afetadas pela pandemia, com uma média de 12 cancelamentos e sete remarcações. Na visão dos especialistas, esses indicadores reforçam a importância de um profundo aprendizado para adaptar os eventos a um novo normal.

Confiança, espírito gregário e preservação da saúde. Essas serão as três palavras-chave que ditarão o futuro do setor, para Sergio Junqueira Arantespublisher do portal e da revista Eventos e diretor-fundador do Prêmio Caio e do Fórum Eventos – este último, inclusive, foi adiado de abril para os dias 28 e 29 de setembro, no Centro de Convenções Rebouças.

“Os organizadores terão de trabalhar em torno de dois movimentos dos visitantes: o desejo de participar e a necessidade de cuidar da saúde. E para cultivar o engajamento das comunidades desses eventos, é fundamental que se ouça mais o público no desenvolvimento da programação, com conteúdos que não sejam plantados de cima para baixo”, comenta. A presença de público, obviamente, terá de ser adaptada. “A tendência é que a capacidade máxima caia pela metade, mas isso não deve significar uma redução de audiência. Congressos e convenções setoriais poderão mesclar os formatos físico e digital”, exemplifica.

Diante desse contexto, Arantes avalia que o mercado associativo tende a sofrer menos impactos.

“Os eventos desse segmento têm seus ciclos e eles normalmente são obedecidos. E essas entidades setoriais, de modo geral já contam com uma rede sólida de parceiros e patrocinadores”, conclui.

Toni Sando, presidente executivo do Visite São Paulo, corrobora esse argumento. “As entidades seguem com processos de candidatura para realização de seus eventos”, destaca. De acordo com ele, os hotéis vêm mantendo o compromisso de cobrar e repassar o room tax em unidades que ainda registram ocupação; e os demais associados seguem confiando em um período pós-crise promissor.

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